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Mostrando postagens de setembro, 2023

Entrevista com "novos" candangos

          Este podcast foi criado com o intuito de trazer o olhar de alguém de fora para a nossa capital. A entrevistada é a professora peruana e candanga Mariella Vasquez. Fiquem com esta bela história:  https://podcasters.spotify.com/pod/show/mily-guerra9  

Indicação de leitura, por Maria Eduarda Souto

        NICOLAS BEHR nasceu em Cuiabá, em 1958, e vive desde 1974 em Brasília. Bastante conhecido como um poeta que faz poesia marginal no Brasil, Nicolas Behr é um poeta brasiliense famoso por seus poemas irreverentes e urbanos.  "Brasília, Brasil - Terra prometida, Sem desvio ou sinuosidade. Brasil trilhado por fio de prumo, Geometria - antítese de Presunto." Segue link de indicação https://youtu.be/dYWDR1J4Ssg?si=5zNB-M1yLWIcvokg

Indicação de leitura, por Joelma

 Venho com uma indicação de leitura Wélcio de Toledo, brasiliense, poeta e atua em movimentos sociais e culturais da cidade, poeta conhecido pelo Brasil, também desenvolveu, artigos, antologias, coletâneas e revistas literárias.  imagem retirada do site Rádio Câmera - Portal da Câmera dos Deputados   A obra que eu venho recomentar é a: "como se o tempo fosse aquele poema que eu nunca fiz" "houve um dia em que eu quis ser lindo e forte como aquele poema que eu ainda não fiz um tempo antes do pensar um tempo antes [em suspenso] como se minhas asas, aquelas que brotavam do meu calcanhar, me levassem a flutuar à deriva de mim mesmo não era tão distante de hoje essa época um cisco no olho de cronos que o fazia andar em voltas e nós rodopiando pelo caminho sem jamais querer chegar hoje me movo assustado com gestos suspeitos como quem procura uma saída desse redemoinho abrindo portas de espelho não quero mais a fortaleza só um pouco de beleza e uma réstia de brilho no fundo do ...

Uma curta entrevista com a senhora Maria do Carmo, por Maria Eduarda Souto

          Fonte: Reprodução da internet           Uma curta entrevista com a senhora Maria do Carmo, que nos contou como foi a vida dela aqui no DF quando chegou em 1983 junto com seu marido e filhos.           Acompanhem um episódio desse podcast aqui:  https://podcasters.spotify.com/pod/show/eduarda177/episodes/Vida-no-DF-em-83-e29l5aa/Atividade-de-Cultura-e-planalto-central-aacthilEntrevista

Museu vivo, por Maria Eduarda souto

          Fonte: Reprodução da internet           O Museu de Memórias Vivas de Candanga é muito importante para a cultural do Distrito Federal. Tendo como principal objetivo preservar a história da construção de Brasília. A relevância do museu para o Distrito Federal é importante por diversos motivos, como preservar a história, educar, promover a cultura local, etc.      Concluindo, o Museu da Memória Viva de Candanga desempenha um papel vital na preservação e divulgação da história e da cultura do Distrito Federal, contribuindo para a compreensão e valorização do patrimônio cultural e histórico.       Sobre o museu, achei bem interessante o mesmo ser bem colorido e chamativo e a qualidade das informações que são expostas no museu e das diversas fotos que tem. Seria um passeio que eu indicaria para minha família e amigos por ser uma ótima forma de passar um tempo de qualidade e de conhecimento sobr...

Racismo na sociedade, por Maria Eduarda Souto

          Fonte: Reprodução da internet           O racismo estrutural é um problema que está enraizado em vários países do mundo. Este tipo de racismo e demostrado não apenas através de atos individuais de discriminação, mas está dentro das escolas, políticas e práticas que formam a vida das pessoas.            A características mais óbvia do racismo é a falta de oportunidades na educação, no emprego e na justiça. Por exemplo, uma grande quantidade de escolas públicas em comunidades de minorias convivem com a falta de recursos e uma educação de qualidade inferior, dando continuidade nos ciclos de desvantagem.           É fundamental reconhecer que o racismo existe. Isto requer uma ação não apenas da sociedade mas também do governo para que promovam a igualdade de acesso a uma educação necessária para todos. Enfrentar o racismo é uma tarefa colectiva que pede um compr...

"Novos candangos" - Entrevistando um nordestino recém chegado ao Planalto Central

Podcast Bela conversa

Entrevista com uma "nova" candanga! - Kauan Otuzak Nakao

        Segue o vídeo da entrevista com uma "nova" candanga. Lídia Mel cursa Gestão Ambiental na UnDF e mora em Brasília fazem 8 anos, tendo vindo de São Paulo para a capital aos 11 anos de idade. No vídeo foram feitas perguntas a respeito da sua adaptação ao DF e como lidou com dificuldades para se acostumar com várias coisas da capital, como transporte, falta de integração nas escolas que estudou e os problemas que enfrentou sendo de outro estado, como bullying e preconceitos relacionados ao seu sotaque.          Link para a entrevista:  https://youtu.be/T50f5Z3gT7E

Indicação de livro de ficção e romance brasiliense! "Por que eu?" - Kauan Otuzak nakao

                                        Hoje, estou indicando o livro "Por que eu?" , que na verdade é uma trilogia de livros de ficção e romance escritos por Sinélia Peixoto em 2015 que fala sobre a vida cotidiana no DF de Elizabeth, uma mulher na sua passagem dos 20 para os 30 anos.  Elizabeth se sente estagnada e decide começar o ano de 2013 de uma forma diferente, de demitindo do seu emprego e se dedicando a estudar em cursinhos. A obra ganhou um prêmio de ficção em Los Angeles em 2016, pela sua leitura leve, mas um belo desenvolvimento da personagem principal. Vale muito a leitura e é um livro bem acessível.          Elizabeth é apenas uma mulher de Brasília com seus 28 anos, mas tem preocupações, interesses, sonhos e emoções, tal qual todas as mulheres no Distrito Federal. Mesmo sendo uma ficção, "Por que eu?" é uma obra muito humana...

Racismo estrutural, do Norte ao Sul do Brasil até a sua rua. - Kauan Otuzak Nakao

                    Silvio Luiz de Almeida, advogado, filósofo, professor universitário e atual ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil é o autor de Racismo Estrutural, livro que estuda o conceito do racismo estrutural no Brasil(como surgiu, porque ainda existe e maneiras de tentar erradicar esse problema). O racismo estrutural é muito presente no dia a dia dos brasileiros no geral, seja no Rio de Janeiro, seja na Bahia, da região norte do Brasil até a sua rua. Afinal, é aquela coisa, todo mundo sabe que o racismo é ruim, porém é algo que foi internalizado por tanto tempo no nosso país que muitas vezes está escondido, nas pequenas atitudes das pessoas, escondido, como um rato no meio de uma caçamba de lixo, se alimentando em pleno dia comum.           Sabe quando existe um apelido maldoso e todo mundo ri de uma piada relacionada a cor de pele ou a origem de uma pessoa em um ambi...

Visita ao Museu Vivo da Memória Candanga - Kauan Otuzak Nakao

          O Museu Vivo da Memória Candanga é um espaço cultural e histórico de grande importância localizado em Brasília, Distrito Federal. Sua proposta singular é preservar e compartilhar a memória da construção da cidade de Brasília e o período de sua fundação, que marcou um capítulo significativo na história do Brasil.            O museu oferece uma experiência envolvente ao visitante, pois não se limita a exibir peças estáticas, mas busca recriar o ambiente da época por meio de cenários, objetos de época, fotografias e depoimentos de pessoas que viveram e participaram ativamente na construção da capital. Isso torna a visita ao Museu Vivo da Memória Candanga uma verdadeira viagem no tempo, permitindo que os visitantes mergulhem na história e entendam as condições e desafios enfrentados pelos pioneiros que ajudaram a erguer Brasília.                      Em toda...

Indicação de livro - Beleza estranha de Tércio Ribas Torres, por Camille Guerra

          O vídeo acima, foi feito durante uma roda de conversa sobre literatura com a participação da escritora Nathália Coelho e indica a leitura de uma obra brasiliense, ganhadora  do International Latino Book Awards 2017 na categoria de Melhor Livro de Ficção em português.

O racismo estrutural no olhar de Silvio de Almeida, reflexão por Camille Guerra

          Infelizmente não tive a oportunidade de participar do debate em sala sobre o tema, porém, a partir da leitura, é fácil discorrer sobre um assunto tão importante e vivenciado no cotidiano brasileiro.           O racismo estrutural é uma temática bastante complexa e interessante, pois aborda toda a história, a política e as relações sociais em que vivemos. É realmente assustador quando a realidade bate e você percebe ser a minoria em um ambiente comum, durante a conversa no parque sobre o tópico em questão, minha mente desbloqueou uma memória em que a falta de de consciência de uma mulher branca, teoricamente estudada, fez o meu eu de dez anos pensar que eu não era negra, e sim parda, o que depois, conversando com minha mãe entendi que era uma mentira, reafirmei a minha negritude e entendi que o racismo velado e “suavizado” era um problema que existia na realidade imaginária social do outro e não em mim.    ...

O início de um sonho brasiliense por Camille Guerra

                  O Museu Vivo da Memória Candanga antigamente era um hospital público e após protestos do povo quanto ao abandono do local tornou-se o que é hoje, um espaço destinado a honrar o marco histórico da construção de uma nova capital e que apesar da precariedade em que encontra-se ainda guardar riquezas histórica-culturais. Diversos acervos de fotos, vídeos e exposições concretizam a relevância do museu, pois  fazem com que quem visite o ambiente imergir no passado e questionar, criando desta forma senso crítico, sobre os vários acontecimentos que fazem de Brasília o que é atualmente.           Durante a visita, tudo foi encantadoramente informativo, iniciou-se com um vídeo que faz a pessoa observar a arquitetura de outra forma, depois houve uma exposição com todo o processo, o concurso para escolher o projeto, as reuniões, o começo das construções, a vinda dos primeiros candangos e muit...

O racismo no mundo moderno e a deslegitimação dos negros como narradores, por Joelma Evangelista Vieira Silva

  O racismo estrutural, já pelo nome é algo autoexplicativo, esse tipo de racismo vem da estrutura social em que vivemos, que foi sendo moldada ao longo de vários anos e que sempre vem se modificando, antes sendo justificado por questões religiosas, cientificas e hoje voltadas ao social, os racistas desde o primeiro contato que tiveram com pessoas negras, vem justificando do porque odiar pretos e mestiços não é de todo ruim, inventando teorias e tentando até mesmo explicar de maneira cientifica o motivo pelos quais os pretos e seus descendentes são inferiores comparados a sociedade branca, que por muitos anos foi visto como uma teoria válida por diversas pessoas e até hoje disseminam a ideia do racismo cientifico, que já a muitos anos foi refutado, hoje teorias tão sem pé e nem cabeça não são mais tão difundidas, porém, como sempre os racistas acharam um meio de perpetua essa cultura de preconceito, usando do humor, invalidação, deboche e estratégias de alienação, invalidar as caus...

Entrevista com os "novos" cangangos, por Joelma Evangelista

  Audio da entrevista feita por mim, com a Renilda vieira de 61 anos, moradora de brasília desde a sua construção 

Museu Vivo da Memória Candanga, por Joelma Evangelista

 Aluno(a): Joelma Evangelista Vieira Silva   Curso: Gestão Ambiental   U.C: Cultura e Sociedade no Planalto central   Museu Vivo da Memória Candanga: história dos brasilienses         Na visita técnica desenvolvida no dia 21/08/2023, que ocorreu no Museu Vivo da Memória Candanga foi feito um tour pelos domínios do museu, como não pude está presente fisicamente, fiz pesquisas relacionadas a história e ao proposta do museu para o povo brasiliense.        O museu da memória candanga e o museu que relembra a história dos primeiros habitantes de Brasília, os candangos, trabalhadores trabalhadoras que vieram para o planalto central em busca de novas oportunidades de emprego e vida, esse museu relembra as histórias e a vida desses trabalhadores, em diversos aspectos, como se alimentavam, viviam, dormiam, como era vida das famílias desses trabalhadores, muitos desses homens e mulheres trouxeram toda a sua fa...

INDICAÇÃO DE LEITURA, ESCRITORA NATURAL DE BRASÍLIA, POR ISABELA VIRGÍNIA

         Nathalia Coelho é natural de Brasília, é escritora, jornalista, professora, Dra. em Literatura pela UnB, em seu perfil no Instagram ela afirma ser: "Tanto de coisa. Um monte de nada..." o que certamente trata-se de muita modéstia, ou um grande engano. Nathalia é dona de uma sensibilidade gigantesca e transmite com brilhantismo em seus versos de rimas (ou não).            De acordo com um breve resumo no  link de compra do seu livro na Amazon: "Coelho já participou de quatro antologias literárias e também é autora do livro de poesias A rua esquerda (2019) e de Mosaico Mineiro: crônicas sobre a Folia de Reis e Monte Carmelo (2014), feito em parceria com Luara Nunes."           Avenidas de dentro traz angústias vividas durante a pandemia, ela mostra, querendo ou não, uma outra pandemia acontecendo paralelamente à COVID-19, a pandemia da solidão, do olhar obrigatório para o seu eu in...

RACISMO ESTRUTURAL DO PROFESSOR SILVIO DE ALMEIDA, POR ISABELA VIRGÍNIA

Silvio Luiz de Almeida é professor, advogado, escritor, e, atualmente, é o Ministro de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil. Silvio de Almeida começa o capítulo trazendo quatro explicações para a pergunta: “O que é racismo estrutural?” Mais adiante, aprofunda o conhecimento e expõe o racismo intrínseco nas afirmações. Também, aborda a naturalização do racismo, a ideologia e a estrutura social que o sustenta, e começa a traçar um paralelo sobre as teorias científicas que alicerçaram o racismo por muito tempo, o chamado racismo científico. Uma construção muito importante do texto faz perceber que o racismo não é fruto apenas do senso comum ou da ignorância das massa, mas, dos dominadores da ciência e dos saberes acadêmicos. Conforme ele reflete no seguinte trecho: Outra consequência do tratamento estrutural do racismo é a rejeição de que o sistema de ideias racistas se nutra apenas de irracionalismos. Por certo o folclore, os “lugares-comuns”, os “chistes” as piadas...

Apresentação

O que você vai encontrar em nosso blog?               No segundo semestre de 2023, o grupo de estudantes da unidade curricular Cultura e Sociedade do Planalto Central, tutorado pela Profa. Dra. Dayse Muniz, engajou-se em atividades múltiplas, relacionadas às situações-problema estudadas no decorrer de nosso tempo juntos. De tantas interações surgiram vídeos, textos, passeios e entrevistas que são a marca que deixamos neste início da Universidade do Distrito Federal. Este blog reúne algumas das nossas principais discussões.  Passeio ao Museu Vivo, agosto de 2023.  Dayse, Chris, Isabela e Camille.                As atividades publicadas são: 1. Texto sobre o Museu Vivo e sua relevância para o acolhimento de pessoas de fora do DF; 2. Texto sobre o racismo estrutural, de Silvio de Almeida; 3. Indicação de leitura do DF, em formato de vídeo; 4. Entrevista com "novos" candangos, no formato de v...

VISITA AO MUSEU VIVO DA MEMÓRIA CANDANGA, POR ISABELA VIRGÍNIA

O que você aprende em um museu mesmo quando algo não está exposto           O museu Vivo da Memória Candanga fica localizado entre a Candangolândia e o Núcleo Bandeirante, na região que era a antiga Cidade Livre (livre de impostos). Está numa área verde de 184 mil metros quadrados e oferece a sensação de estar num imenso parque (lembra a escala bucólica pensada por Lúcio Costa para o Plano Piloto). Há árvores antigas —o tamanho denuncia a idade, algumas frutíferas, como as Jaqueiras e Mangueiras, dispostas pelo solo forrado pela grama.           É possível fazer piquenique com familiares e amigos, caminhada ao ar livre e levar seu “pet” /ente querido/filho/amor da sua vida. A área externa é aprazível, apesar de notar-se certo descuido com o ambiente de forma geral e à própria estrutura de madeira que está desgastada por cupins e pelas intempéries. A despeito disso, é evidente a importância do local para a região, pois é o sei...